Cúmplice

A noite vem às vezes tão perdida
E quase nada parece bater certo
Há qualquer coisa em nós inquieta e ferida
E tudo o que era fundo fica perto
Nem sempre o chão da alma é seguro
Nem sempre o tempo cura qualquer dor
E o sabor a fim do mar que vem do escuro
É tantas vezes o que resta do calor
Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho
Trocamos as palavras mais escondidas
Que só a noite arranca sem doer
Seremos cúmplices o resto da vida
Ou talvez só até amanhecer
Fica tão fácil entregar a alma
A quem nos traga um sopro do deserto
O olhar onde a distância nunca acalma
Esperando o que vier de peito aberto
Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

1 Comments:
tao lindo!!! de quem é? adoro adoro adoro =)
"Nem sempre o chão da alma é seguro
Nem sempre o tempo cura qualquer dor"
A alma é grande... bem grande e pelo caminho que desbravamos no seu encontro, existem precipicios escondidos algures, há que saber desviar deles. E o tempo pode curar mt coisa mas não pode curar tudo, algumas coisas guarda para nós, e outras não cura para mantermos viva a recordação.
dps tens d dizer d kem é...
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